Bens imóveis

Antiga Cadeia Pública/Delegacia de Polícia
Praça. João Gonzaga, 91 – Propriedade: estadual

cadeiaNo final do século 18, Varginha já possuía uma cadeia de pequeno porte. Durante o conturbado período entre 1915 e 1918, a edificação mostrou-se insuficiente para sua finalidade, o que levou as autoridades à decisão de construir uma nova cadeia, no início dos anos 20. A princípio pensou-se em um edifício que abrigasse também o Fórum. Já em 1926, no entanto, o Fórum foi transferido para o antigo Palacete Villa Dona Vica, tendo lá funcionado até o ano de 1998.

A construção da nova cadeia pública de Varginha ficou sob os cuidados do engenheiro Domingos Lúcio, resultando num edifício de dois pavimentos sóbrio e austero. Foi implantado junto à via pública em terreno com aclive, sobre base de pedras, mais alta do lado esquerdo do imóvel. Atualmente, o prédio da cadeia funciona apenas como delegacia.

Escola Estadual Brasil
Rua Rezende Xavier, 230 – Propriedade: estadual

escolabrasilConstruído em 1933, o Grupo Brasil foi a segunda escola pública a ser instalada na cidade, e criada em época que incentivava o surgimento de várias escolas no Estado de Minas Gerais. O período privilegiava o art-deco com seus elementos geométricos e, sobretudo, o estilo eclético. Em 1965, o edifício foi alvo de grandes obras de reforma e ampliação.

Dono de uma presença discreta e marcante pela sua sobriedade, o Grupo Brasil destaca-se pelo seu partido arquitetônico, dispondo as salas de aula de alvenaria de tijolos, em torno de um pátio em U, resultado tão acertado que até hoje se repete. A simetria se faz presente na fachada, com dois grupos de janelas, ladeando o alpendre da entrada. A destacar também, a sensação de horizontalidade dada pelo renque de janelas nas laterais e pela cobertura de telhas de barro sobre estrutura de madeira.

Jornal Sul de Minas
(antigo Banco do Comércio e Indústria de MG)
Praça Matheus Tavares, 156 Proprietário: particular

jornalEm função da efervescente vida comercial de Varginha, nas décadas de 20 e 30, novas edificações eram erguidas junto à área da Estação Ferroviária. O imóvel do Antigo Banco do Comércio e Indústria de MG foi construído em 1930 e apresenta as características arquitetônicas em voga na época, janelas em arco pleno, platibanda escondendo o telhado, detalhes decorativos em massa, tudo representando o progresso e a pujança da cidade.

O andar térreo abrigou, a partir de 1934 e até o final dos anos 50, o Banco do Comércio e Indústria de minas Gerais que, juntamente com o Banco do Brasil, instalado no prédio ao lado, muito contribuiu para o desenvolvimento da cidade. Até hoje é conservado o que resta de seu esmerado piso de ladrilho hidráulico, numa bela composição com o restante do piso em peroba. De propriedade do senhor Adauto Marques de Paiva, continua servindo como residência no andar superior, enquanto o térreo abriga Jornal Sul de Minas.

Museu Municipal de Varginha
(Antiga agência do Banco do Brasil)
Praça Matheus Tavares,178 – Centro – Propriedade: particular

Museu de Varginha 19 06 2013O imóvel foi construído em 1920 para ser sede do banco do Brasil, justamente no coração comercial da cidade na época. Com dois pavimentos é uma sólida construção, aliou o estilo neoclássico ao eclético, com destaque para seu amplo salão térreo sustentado na parte central, por duas imponentes colunas com capitéis bastante trabalhados. O banco ocupou o andar térreo e o andar superior serviu como residência até a década de 60 . Após a mudança do banco , o local foi utilizado apenas como residência e o proprietário, senhor Aldamir Pinto Rezende, não mede esforços para a preservação do mesmo. As reformas realizadas não retiraram a imponência do conjunto. Atualmente, é sede do Museu Municipal de Varginha.

Casa da Cidade / Câmara Municipal
Praça Governador Valadares, 11 – (antigo largo da Matriz) – Propriedade: municipal

Fachada Câmara Municipal de Varginha 21 06 2013 (foto Agnaldo Montesso)Segundo prédio construído na cidade, em finais do século 18 e símbolo do ecletismo, movimento que traduzia a força e o poder da riqueza gerada pelo café, o edifício teve sua construção iniciada pelo Major Matheus Tavares da Silva, rico cafeicultor local e primeiro presidente da Câmara Municipal da época. A obra atraía a atenção dos passantes pelo seu porte e grande número de janelas. Construído de alvenaria de tijolos, o casarão possuía também paredes divisórias de pau-a-pique.

Em 1905, depois da morte do major Tavares, o imóvel foi adquirido pelo empresário Roque Rotundo, que instalou o térreo uma loja que atendia toda a região até meados dos anos 60. Depois de curto período com outro uso, o imóvel passa a ser sede da Cooperativa dos Cafeicultores de Varginha, até a construção da nova sede da entidade, na Vila Paiva. O velho casarão, então sem uso e abandonado, começou a se deteriorar, culminando, em 1993, com inicio do desmoronamento do telhado e das paredes.

Em 1995, o poder público municipal adquire o imóvel e inicia as obras de adaptação e recuperação, sob coordenação dos arquitetos Valéria e Otávio Gontijo e, em 1996, o casarão é entregue de volta à população. Passados quatro meses, no entanto, seu novo uso ainda não havia sido definido, pondo em risco, uma vez mais, seu estado de conservação. Finalmente, em 1997 passa a funcionar como sede do poder legislativo municipal, abrigando a Câmara de Vereadores.

Escola Estadual Afonso Pena
Praça Roque Rotundo, 86 (antiga Praça da Bandeira) – Propriedade: estadual

afonsoConstruído em estilo neoclássico tardio e inaugurado em 1924, então prefeito José Augusto de Paiva, o edifício se destaca pela sua fachada monumental e bem trabalhada, onde fica evidenciada a diferenciação da arquitetura pública civil. Ainda mantém o uso original que lhe garantiu o título de primeira escola pública a ser construída na cidade.

Implantada nos limites da via pública, a edificação apresenta um único pavimento sobre porão alto, característica que trazia maior salubridade às construções. O telhado é encoberto por platibandas, de quatro águas, com telha de barro sobre estrutura de madeira. Os detalhes mais ornamentais restringem-se à fachada frontal, bastante trabalhada, com 12 janelas simétricas de arco pleno ladeadas por falsas colunas ou pilastras e encimadas por faixas decorativas com motivos florais geométricos. O elemento decorativo central destaca-se e coroa o ponto médio da fachada.

Túmulo “Joaquim Paraguai”
Cemitério Municipal

tumuloA partir de 1862, sob o governo de Francisco Solano López, o Paraguai transformou-se no único país da América Latina que podia ser considerado livre de qualquer tipo de colonialismo. À medida em que o tempo ia passando, o Paraguai se fortalecia economicamente, transformando-se em uma grande ameaça para a Inglaterra. Por outro lado, tanto o Brasil quanto a Argentina estavam interessados em algumas áreas de terra do Paraguai. O motivo para que estourasse uma guerra ocorreu em 24 de novembro de 1864, quando Solano López rompeu relações com o Brasil, apresou o navio brasileiro “Marquês de Olinda” e invadiu o Mato Grosso.Estava declarada a guerra.

Foi então que o Governo Brasileiro ordenou que a convocação de soldados para a guerra se fizesse com a maior urgência. Ao saber da honrosa convocação, o jovem Joaquim Francisco Pereira não exitou em abandonar seus afazeres na pitoresca freguesia de Varginha e embrenhar-se numa batalha da qual, talvez, não retornasse com vida. Por toda a redondeza, o maior comentário que se ouvia era sobre a coragem do jovem Joaquim.

Como havia um grande número de pessoas na época com o mesmo nome, logo passaram a referir-se a ele como o Joaquim do Paraguai. Embora tendo nascido em Airuoca, Joaquim Francisco Pereira, também chamado Joaquim Paraguai, decidiu viver em Varginha, depois de voltar de sua experiência na Guerra do Paraguai. Viveu na nossa cidade até sua morte, ocorrida em 1932.

Seu túmulo construído em tijolo, revestido em mármore branco, com base retangular em blocos de pedra. É desprovido de ornatos, obedecendo ao modelo convencional dos túmulos mais simples. O corpo do bravo brasileiro está enterrado em cova rasa.

Theatro Municipal Capitólio
Av. Presidente Antônio Carlos, 522 – Propriedade: municipal

Fachada Theatro Capitólio 21 06 2013 (foto Agnaldo Montesso)Idealizado pelo industrial José Navarra, o Theatro foi construído pelos irmãos Antônio e Celestino Pires. Os elementos decorativos da fachada e do interior, característicos do período eclético, são atribuídos ao italiano Alexandre Valatti. Sua inauguração ocorreu, com toda a pompa que a circunstância exigia, em outubro de 1927 e, durante um bom tempo, o teatro servia como sala de espetáculos e como cinema. Na década de 70, funcionou apenas como cinema e iniciou um grande período de decadência, que culminou com o encerramento de suas atividades. No inicio da década de 80, o teatro foi submetido a amplas obras de reforma e recuperação, com a construção de novos camarins, sanitários,substituição de tubulação elétrica e hidráulica, reparos e pintura em geral.

Estação Ferroviária
Praça Matheus Tavares, 85 – Propriedade: municipal

Fachada Estação Ferroviária Varginha 21 06 2013 (foto Agnaldo Montesso)Varginha foi grandemente beneficiada coma mudança de traçado da Estrada de Ferro Muzambinho, depois de nove anos de lutas em prol da construção, impulsionada por Matheus Tavares da Silva, entre outros, o primeiro trem chega à cidade em 1892, ano em que a cidade foi elevada à categoria de comarca, trazendo grande impulso à cidade, juntamente com a imigração italiana.

A primeira estação de manobras funcionava em vagão, estacionado no mesmo local onde hoje se encontra a Estação definitiva. No início da década de 30, começou a construção de uma nova sede para a Estação que já não comportava os serviços, em julho de 1934, é inaugurada a nova Estação, com projeto dos engenheiros Armindo Paione e Brás Paione.

Em 2002, a Prefeitura Municipal adquiriu o imóvel. O prédio foi transformado em mais um novo espaço cultural abrigando a Superintendência da Fundação Cultural, a Coordenadoria Técnica do Patrimônio Cultural – COPAC, o Conselho Deliberativo do Patrimônio Cultural – CODEPAC e a Biblioteca Pública Municipal.

Hospital Regional
Av. Rui Barbosa, 158 – Propriedade Estadual

hospitalA epidemia da Gripe Espanhola trouxe à tona a fragilidade e a carência médico-hospitalar de Varginha. Não havia um lugar adequado para o atendimento aos doentes. Pessoas caridosas, ajudadas pelos Irmãos Maristas fizeram um mutirão para atender aos doentes. Infelizmente, muitos morreram, ficando provado que a cidade necessitava urgentemente de um hospital. Foi então que, em 1919, iniciou-se uma campanha para a construção do hospital da cidade. Em 1° de agosto de 1923, a cidade encontrava-se empolvorosa. Afinal, havia chegado o grande dia. Finalmente, o Hospital de Varginha seria inaugurado.

Com a evolução da cidade, a necessidade de uma maternidade era visível. Então, em 31 de março de 1953, foi inaugurada a Maternidade do Hospital Regional do Sul de Minas. O alívio estampado nos rostos das senhoras da cidade era evidente, afinal, a maternidade colocava fim à tantos anos de penúria e sacrifícios.

À medida em que o tempo ia passando, percebia-se que a maternidade apresentava-se insuficiente para atender o número cada vez maior de pacientes que procuravam seus serviços. Então, no ano de 1962 , da espontânea iniciativa do Lions Clube de Varginha nasceu uma obra gigantesca: a ampliação da Maternidade do Hospital Regional de Varginha.

Atualmente, o Hospital conta com clientes particulares e de outros convênios. A ajuda financeira que o Hospital vem recebendo do Município de Varginha impediu que o mesmo fechasse definitivamente as suas portas.

Antiga Residência Dona Vica Frota
Praça Governador Valadares, 141 – (Antigo Largo da matriz) – Propriedade: particular

embratelUm dos primeiros imóveis do então Largo da Matriz, atual Praça Governador Valadares, estima-se que essa construção já existisse no ultimo quartel do século 19, por iniciativa do senhor João Urbano de Figueiredo. Posteriormente, foi reformado para a residência de Dona Viça Frota, então proprietária do palacete da Avenida Antônio Carlos (antigo fórum).

O imóvel pode ser classificado mais como neoclássico do que como eclético, pela presença de platibandas (escondendo o telhado frontal), elementos decorativos, pilastras e cimalhas. Um alpendre guarnecido por gradis de ferro batido, acompanha o generoso jardim situado à esquerda do observador.

A praça onde se localiza o imóvel é rica em exemplares dessa época e mantém até hoje o gabarito uniforme (altura das edificações), responsável pela sensação de agradável acolhimento que local inspira. No final dos anos 80, o imóvel foi adquirido e restaurado pela Embratel. Atualmente o imóvel é de propriedade particular.

Palacete Villa Dona Vica
(Antigo Fórum)
Av. Presidente Antônio Carlos, 258 – Centro – Propriedade: estadual e municipal

Palacete Dona Vica 21 06 2013 (foto Agnaldo Montesso)O imóvel foi construído em 1913, na esquina de uma rua paralela à antiga matriz, para ser residência de dona Vica Frota, “moça fina e educada” da época. Ampla, bem arejada, e recuada dos alinhamentos a residência, em estilo neoclássico, janelas em arco pleno, colunatas e adornos, destacava-se das demais construções da época por possuir banheiro em seu interior. A varanda, por sua vez, é emoldurada por três arcos sustentados por colunas. O imóvel manteve o uso residencial até 1924, quando foi vendido à prefeitura até 1937 e o antigo fórum até 1998. Hoje é sede do Juizado Especial Civil . Embora bastante alterado, sobretudo no tocante a seus vãos e divisórias internas, ainda matem seu aspecto imponente e sóbrio.

Sede do Racionalismo Cristão
Av. Santa Cruz

racionalismoO imóvel, onde hoje funciona a sede do Racionalismo Cristão, provavelmente foi construído na década de 20 para uso filosófico-religioso, sinônimo do espírito progressista da cidade, na época. Nos anos de 1990 o imóvel foi reformado. Sua importância prende-se ao fato de estar localizado em uma das primeiras e mais importantes vias de comunicação da cidade, vias essas que ainda conservam exemplares significativos da época de sua abertura.