Bens móveis

Túmulo Joaquim Paraguai

Endereço: Rua Rosinha Amâncio, 22 | Cemitério Municipal
Homologação do Tombamento: 01 de dezembro de 2004

Em 24 de novembro de 1864, Francisco Solano López rompia relações com o Brasil, apresava o navio brasileiro “Marquês de Olinda” e invadia o Mato Grosso. Foi o estopim do evento que hoje chamamos de Guerra do Paraguai. Joaquim Francisco Pereira, natural de Aiuruoca, apresentou-se como voluntário para lutar em 1865 (daí a alcunha de “Joaquim Paraguai”). Participou de toda a campanha e foi amigo pessoal de Floriano Peixoto. Foi ferido na Batalha de Itororó e no combate de Lomas Valentinas. Findo o conflito, foi para Varginha, onde viveu até a sua morte, ocorrida em 1932. Seu túmulo foi construído em tijolo e revestido em mármore branco, com base retangular em blocos de pedra. É provido de poucos ornatos, sendo duas secções de colunas e pilaretes que lhe conferem sobriedade e elegância. O corpo do bravo brasileiro está enterrado em cova rasa.

 

Estátua da Deusa Vênus

Endereço: Praça Governador Benedito Valadares, 141
Homologação do Tombamento: 01 de dezembro de 2004

À medida que Varginha evoluía, fazia-se necessário embelezar a Avenida Rio Branco (o “coração da cidade”). Na avenida onde se localizava a praça principal, desde a década de 1920 existia um lago com a estátua de Vênus – A Deusa do Amor, de Eros, seu filho e de um cisne, um dos símbolos da
Deusa. Durante muitos anos ela foi a cúmplice de namoros proibidos e amores cinematográficos. Também foi a mãe protetora que zelava pelas crianças que ali sempre brincavam.
A Estátua foi fundida em cimento, cal e areia e recoberta com uma mistura de pó de mármore e resina poliéster, imitando um marmorizado em tons cinza. Na sua mão direita havia uma fonte de água que jorrava, servindo de chafariz. Mede 1,90m de altura e passou por uma restauração em 1996 e outra em 2007. Atualmente se encontra em exposição permanente no Museu Municipal de Varginha.

 

Monumento Dr. Antônio Pinto de Oliveira

Endereço: Praça da Avenida Rio Branco
Homologação do Tombamento: 06 de maio de 2004

Dr. Antônio Pinto de Oliveira foi promotor de Justiça da Comarca de Varginha de 1892/1887, ingressou na política e foi eleito e reeleito Agente do Executivo Municipal (prefeito) em 1898/1905, tendo realizado o calçamento de ruas, a arborização de praças, a iluminação de gás acetilene, entre outras inúmeras obras de utilidade pública.
Em 23 de junho de 1928, minutos depois da meia noite, vitimado por uma “angina Pectoris”, falecia o Dr. Antônio Pinto de Oliveira em sua residência, à Av. Rio Branco, em Varginha. O povo que o venerava pelas suas excelentes qualidades de espírito e de coração, por sugestão do Monsenhor Leônidas João Ferreira, ergueu-lhe uma estátua inaugurada exatamente dois anos após o seu transpasse, em 23 de junho de 1930, na Av. Rio Branco. Os artistas da Casa de Arte Decorativas de São Paulo idealizaram e modelaram com capricho a Estátua, esforçando-se para que a figura do Dr. Pinto, modelada em bronze, tivesse perfeitos traços de semelhança.

 

Busto Cel. Antônio Justiniano de Rezende e Silva

Endereço: Praça Governador Benedito Valadares
Homologação do Tombamento: Junho de 2018

O Coronel Antônio Justiniano de Resende Xavier, nascido em 05 de abril de 1856 na fazenda do Lageado, tornou-se um símbolo de luta em períodos conturbados na cidade, ajudando com sua experiência farmacêutica, centenas de pessoas, quando da epidemia da varíola nos anos 1890 e na epidemia da gripe espanhola em 1918. Foi também nos anos 1907/1908, o grande responsável pelo abastecimento de água salubre, impedindo que a população varginhense se contaminasse por doenças, já que anteriormente ao seu feito, a água era totalmente inadequada e suja. E também, por colocar a cidade nos trilhos do crescimento em diversas fases como político e cidadão. Faleceu, no dia 22 de agosto de 1927, aos 71 anos. Um ano depois, os munícipes, em reconhecimento a sua grande personalidade, erigiram um busto de bronze em sua homenagem na Praça Governador Benedito Valadares.

 

Busto Dr. Arnaldo Barbosa

Endereço: Praça Roque Rotundo
Homologação do Tombamento: Junho de 2018

O Dr. Arnaldo Barbosa, nascido em Coqueiral em 14 de janeiro de 1891, medicou em Varginha até 1957. Em 1918 formou-se em Odontologia pela Escola de Pharmacia e Odontologia d’O Granbery em Juiz de Fora. Dois anos depois, foi para o Rio de Janeiro, onde ingressou na Faculdade de Medicina, formando-se em 1925. Durante seus estudos, trabalhava como odontólogo. Foi um médico exemplar, onde não mediu esforços para salvar pessoas. Atendia todos sem exceção, principalmente os mais desfavorecidos. Marcou indelevelmente a cidade através de seus atos solidários e fazendo da medicina uma prática do amor ao próximo. Como poeta, escreveu entre 1912 a 1957 diversos livretos como “Azul Celeste”, “Fio D’água”, “Maria do Carmo” “Vale de Lágrimas” e “Lar doce Lar”. Faleceu no dia 29 de dezembro de 1957, aos 66 anos, vítima de edema pulmonar. Em novembro, um mês antes de sua morte já havia sido idealizada e depois fundada a Casa Regional “Dr. Arnaldo Barbosa”, que tinha por finalidade a hospitalização e amparo à criança pobre, dos centros rurais e o cuidado pediátrico das mães sem condições financeiras, além do recolhimento e cuidado de crianças órfãs, seguindo assim as atitudes solidárias que o médico realizava constantemente. Um ano depois de sua morte, os munícipes, em reconhecimento a sua grande personalidade, começaram uma campanha para arrecadação de fundos em prol da confecção de um busto em sua homenagem e que estendeu até 1959. Com o montante arrecadado, erigiram um busto de bronze, na Praça Roque Rotundo, que fora encomendado para a Fundição Santa Inês. A escultura ficou a cargo do artista Elias Dusco e o pedestal em mármore para a Marmoraria de José de Oliveira Marques. José Braga Jordão foi o responsável pelo projeto do pedestal e pelas obras da praça.

 

Monumento Marcelino Champagnat

Endereço: Praça Champagnat
Homologação do Tombamento: Junho de 2018

São Marcelino Champagnat, fundador do Instituto dos Irmãos Maristas, nasceu a 20 de maio de 1789, em Rosey, Marlhes, França, no início da Revolução Francesa. Faleceu no dia 6 de junho de 1840, aos 51 anos de idade. Ao todo, fundou 48 escolas que receberam cerca de 7 mil estudantes.
No dia 29 de Maio de 1955, Marcelino Champagnat foi beatificado pelo Papa Leão XIII. Quase meio século depois, no dia 18 de Abril de 1999, foi canonizado pelo Papa João Paulo II. Em função da beatificação de Champagnat, ocorrida no Vaticano, em Roma, no ano de 1955, alunos internos do Colégio Sagrado Coração de Jesus de Varginha e familiares, juntamente com o apoio dos Irmãos Maristas Lino Teódulo e Mário Esdras erigiram o monumento, em uma praça lindeira ao colégio, ao fundador da Congregação Marista. A estátua, instalada em 4 de dezembro do mesmo ano, foi fundida em cimento e com acabamento na pintura cor bronze. O monumento, que representa o padre como mestre e mais três meninos descalços, é provavelmente uma das várias réplicas do escultor alemão Alfred Hubert Adloff, que executou a primeira estátua para a congregação dos Irmãos Maristas de Porto Alegre, em 1940. A Praça Champagnat, onde está localizada a estátua em homenagem ao fundador da Congregação Marista, inicialmente era uma continuação da av. Ruy Barbosa, depois chamou-se Praça Doutor Módena, em 1958, através de um decreto municipal, e finalmente teve seu nome trocado para Praça Champagnat. A praça passou por obras de reurbanização nos anos de 1990 e 1996, nas administrações de Antônio Silva e Aloysio Ribeiro de Almeida, respectivamente. Em 1996 foi restaurada a estátua do Padre Champagnat, fundador da congregação devolvendo à cidade um dos mais belos monumentos e símbolo desta grande obra educacional.

 

Acervo fotográfico Nico Vidal

Homologação do Tombamento: Junho de 2018

Nico Vidal foi tipógrafo no Jornal Arauto do Sul, contador, escritor e político – candidato a prefeito e vereador eleito na Câmara Municipal. Nasceu em 28 de novembro de 1911, sendo filho de Alfredo Braga Carvalho e de Maria Vidal de Carvalho, casado com Maria José Salles de Carvalho. Teve 9 filhos, netos, bisnetos e 1 tataraneta. Antônio Vidal de Carvalho era conhecido como o “homem que carregava a história”. Sempre disposto a receber as pessoas e contar inúmeras curiosidades sobre Varginha, foi acumulando, ao longo de seus 89 anos, centenas de fotos, documentos, livros e jornais que retratam e descrevem períodos importantes da história de Varginha.
O acervo foi cuidadosamente guardado pelos descendentes de Nico Vidal que, seis anos após o seu falecimento, em março de 2017, decidiram doar o patrimônio ao Museu Municipal de Varginha, para que fosse preservado e ficasse ao alcance de todos. O conjunto é bastante extenso, pois Nico Vidal era dono de um dos maiores acervos particulares de fotos da cidade.
As fotografias mostram cenas diversas da cidade de Varginha e seus moradores: famílias, visitas ilustres de ex-presidente da República Juscelino Kubitschek e a ex-miss Brasil Marta Rocha, edifícios, teatros, cinemas, igrejas, bares, construções de residências diversas, ruas, avenidas, praças, carros, ônibus, trens, carnavais e diversos outros registros importantes e que auxilia a contar e recontar a história da cidade.

 

Locomotiva RMV 157 | Maria Fumaça

Homologação do Tombamento: Junho de 2018

A primeira estação de Varginha foi aberta pela E. F. Muzambinho em 1892. No início da década de 1930, (Decreto N.22847 de 23/06/1933 do Presidente Getulio Vargas), começou a construção de outra sede para a Estação, que já não comportava os serviços. Em junho de 1934, foi inaugurada a nova Estação Varginha, com projeto dos engenheiros Armindo Paione e Braz Paione. Os trens de passageiros foram suprimidos em 1964 entre Varginha e Juréia, em função da construção do Lago de Furnas, em 1978 entre Varginha e Três Corações e em 1991 de Cruzeiro a Três Corações.
Adquirida originalmente pela Estrada de Ferro Oeste de Minas – EFOM, a locomotiva possuía o número 04. Posteriormente, quando a Oeste de Minas foi fundida com Rede Sul Mineira – RSM para formar a Rede Mineira de Viação – RMV na década de 1930, mudou sua antiga numeração para RMV 157. De pequeno porte, capaz de puxar de três a quatro vagões, a locomotiva é uma máquina Baldwin modelo 4-4-0, tipo American, Classe 08 -18C, fabricada na Philadelphia, em 06/08/1894. Esse grupo de locomotivas de bitola de 1,00m era o de locomotivas mais velozes e menos potentes da companhia, portanto eram usadas nas composições de passageiros, fazendo a maioria dos expressos entre as cidades. Essas máquinas foram classificadas com números mais baixos de acordo com seu potencial de tração, que era aquém do das demais locomotivas de maior rodagem da frota. Quando a Viação Férrea Centro Oeste assumiu o controle de todo o material da RMV, haviam pouquíssimas dessas máquinas ainda sobreviventes. Foram utilizadas como manobreiras por um tempo, até que a empresa desistiu de investir nelas e mandou-as para o corte. Das quase 60 locomotivas desse tipo em operação na velha RMV, a Locomotiva RMV 157 é a única American ainda preservada, que acabou encerrando suas atividades em 1962. Em 1971, por meio de um convênio de cooperação com o Instituto Estadual de Floresta, a Rede Ferroviária doa a “Maria Fumaça” 157 para município de Varginha. Atualmente está mantida como monumento estático no Zoológico Municipal Dr. Mário Frota.

 

Cruzeiro

Endereço: Praça Getúlio Vargas
Homologação do Tombamento: Junho de 2018

A iniciativa de erigir o monumento partiu do Irmão Marista Mário Esdras, mais conhecido como Mestrinho, a fim de se comemorar o Primeiro Centenário da Paróquia de Varginha (1850-1950). O Cruzeiro foi inaugurado em 1950 na administração do prefeito municipal Mathias Moinhos de Vilhena. A lei n° 83 de 9 de Junho de 1950 sancionada pelo então prefeito pontua abertura de crédito especial de “Cr$ 18.000,00 (Dezoito mil cruzeiros), para pagamento das despesas com a construção de um Cruzeiro de concreto, localizado à Praça Getúlio Vargas.” Hoje o Monumento do Cruzeiro , continua sendo um marco histórico significativo no universo religioso, sendo reverenciado em datas importantes do calendário cristão acolhendo celebrações, rituais e manifestações culturais de cunho religioso.