Cartilha Memórias das Catanduvas

Capa cartilha Memórias das CatanduvasUma ferramenta pedagógica a serviço da preservação do nosso Patrimônio Cultural

A Educação Patrimonial é um trabalho permanente de envolvimento de todos os segmentos que compõem a comunidade, visando à preservação dos marcos e manifestações culturais e, principalmente, ao fortalecimento da autoestima das comunidades pelo reconhecimento e valorização de sua cultura e seus produtos.

Esse “autodespertar” motivado tem como temática toda a produção cultural de uma comunidade ou grupo social, objetivando a promoção de uma mudança de percepção da realidade cotidiana, valorizando cada detalhe e elemento dos produtos culturais.

Por ser um processo educacional, formal e não formal, a educação patrimonial usa situações e ações que provocam reações, interesse, questionamentos e reflexões sobre o significado e valor dos acervos culturais e sua manutenção e preservação.
O desenvolvimento desse senso de pertencimento nas comunidades permite a cumplicidade e legitimidade das ações em defesa, conservação e preservação do patrimônio cultural.

Esta publicação – Memórias das Catanduvas – Varginha e seu Patrimônio Cultural – pretende ser uma ferramenta de apoio a agentes culturais, professores e líderes comunitários na efetivação do trabalho permanente e sistemático de sensibilização da comunidade, conhecido como Educação Patrimonial, com vistas ao conhecimento do patrimônio cultural, sua conservação e preservação. Pretende também contribuir para orientar a elaboração e implementação das atividades de educação patrimonial a serem desenvolvidas nas comunidades e nas escolas

Antônio Silva – Prefeito Municipal

 

Uma Educação Patrimonial Permanente

A cultura como prioridade no contexto nas políticas públicas municipais; a postura vigilante e indormida do Conselho Deliberativo do Patrimônio Cultural – CODEPAC na conservação e preservação do nosso patrimônio cultural; e a ação permanente e vigorosa da Fundação Cultural do Município de Varginha no processo de restauração e revitalização dos equipamentos e espaços culturais como referências do processo de polarização e irradiação do desenvolvimento cultural do Município, objetivam a sensibilização das comunidades quanto à preservação do seu patrimônio e de sua memória através da adoção de posturas preservacionistas, tendo em vista que um dos principais fatores de dano ao patrimônio histórico e cultural é sua desqualificação como fonte de referência para a identidade local, na maioria das vezes derivada do desconhecimento de sua importância para a identidade local – os modos de fazer, criar e trabalhar da nossa gente, o conjunto de manifestações, realizações e representações do nosso povo, das nossas comunidades.

Para a Fundação Cultural do Município de Varginha e o CODEPAC, que orientam as suas ações nessa perspectiva, a educação patrimonial é vista como um processo. Processo de apreensão de conhecimentos através de reflexão constante, do pensamento crítico, criativo e da ação transformadora do sujeito, constituindo-se uma atividade condicionada histórica e socialmente.

A educação patrimonial – decorrente da educação para a cidadania – deve enfatizar e enfocar dois aspectos: o conhecimento intelectual do objeto e o conhecimento afetivo que o transforma num bem e se volta para o seu reconhecimento e valorização como traço identificatório comum. É precisamente aí que se torna mais e mais importante a interação entre os diversos sujeitos sociais, dando sentido e pertinência ao patrimônio cultural.

Preservar é, então, a partir desse conceito, uma atualização constante da memória e dos valores que definiram aquele objeto (bem) ou expressão cultural como representativos e, portanto, patrimônio da coletividade. É o resultado final que esperamos alcançar nesta 4ª Jornada Mineira do Patrimônio Cultural, através de uma educação patrimonial permanente.

Francisco Graça de Moura
Diretor Superintendente da Fundação Cultural do Município de Varginha.